Sobre Trabalhos: Liminaridade | 5 movimentos

Ao longo de todo o ano de 2015, o Coletivo Cartográfico estará trabalhando, em parceria com o Núcleo Tríade, em torno do projeto Liminaridade | 5 movimentos, contemplado pela 17a Edição do Fomento a Dança da Cidade de São Paulo. O conceito de liminaridade (Homi Bhabha) define práticas descentralizadoras que irrompem e questionam estruturas sociais, políticas e culturais pré-estabelecidas. Tanto o Coletivo Cartográfico, quanto o Núcleo Tríade entendem que suas pesquisas em dança contemporânea são liminares, justamente por buscarem elasticizar as fronteiras da dança, colocando-a em atrito com o real e com outros campos de conhecimento estético, poético e político – especialmente das artes visuais, do urbanismo, da geografia e da filosofia. Em Liminaridade | 5 movimentos buscaremos decantar os processos individuais de cada grupo, verticalizar em nossas linguagens, ou encontrar desvios e rupturas de nossos percursos e metodologias tradicionais de trabalho, através de 5 eixos de pesquisa (movimentos) fundamentais para nossas pesquisas: movimento#1 publicação, acervo e registro movimento#2 cidade, deriva e cartografia movimento#3 des-fronteira entre as artes movimento#4 arte-ativismo movimento#5 corpo como construção performativa Cada movimento irá desencadear uma constelação de distintas experiências, estudos e ações propostas e provocadas pelas artistas integrantes dos dois coletivos e por artistas de diferentes linguagens e pesquisadores de diversas áreas, convidados para trocar suas conhecimentos, percepções, vivências e práticas em torno do tema em questão. Tríade Cartográfico irão, portanto, experienciar juntos e, em alguns casos, oferecer publicamente, uma série de conversas, oficinas e performances (que podem ser inéditas; re-leituras de trabalhos anteriores ou re-enactments). Os movimentos terão cada um a duração de dois meses, exceto o movimento#1 publicação, acervo e registro, que acompanhará a todos os movimentos, refletindo-os, registrando-os para que se desenhe, aos poucos, uma publicação que abordará esse hibridismo de pesquisas levantado ao longo do projeto, a ser lançada em dezembro de 2015. LIMINARIDADEmenu5

Ficha Técnica de Liminaridade | 5 movimentos:

Coordenação: Carolina Nóbrega e Mariana Vaz.

Núcleo Tríade e Coletivo Cartográfico: Adriana Macul, Carolina Nóbrega, Fabiane Carneiro, Mariana Vaz e Monica Lopes.

Produção: Viviane Bezerra

Arte Gráfica: Maíra Dietrich

Provocadores convidados:

movimento#1 – Ana Luisa Lima (Revista Tatuí); Graziela Kunsch (Revista Urbânia e Projeto Multirão); Nirvana Marinho (Acervo Mariposa); Sheila Ribeiro (Projeto 7X7); e Ricardo Basbaum;

movimento#2: Guilherme Wisnik;

 movimento#3: Cláudia Müller;

movimento#4: André Mesquita;

movimento#5: Laerte e Marcela Levi.

Para entrar em contato com o trabalho do Núcleo Tríade acesse aos links:

http://triadetour.com.br/

http://triademobile.com.br/

Sobre Trabalhos: Novo projeto – Instruções para o Colapso

Coletivo Cartográfico em 2012 foi contemplado pelo edital ProAC de Apoio a Projetos de Primeiras Obras de Produção de Espetáculo e Temporada de Dança no Estado de São Paulo, com o projeto Instruções para o Colapso.

O projeto será de fato o primeiro trabalho do Coletivo que tomará ao final a forma de um espetáculo – tendo até então trabalhado com residências, performances, derivas, intervenções e pesquisas corporais não abertas à público. Instruções para o Colapso será um espetáculo de dança contemporânea a ser desenvolvido e apresentado na rua, a partir da relação direta de risco e escuta entre corpo e cidade. Ao decorrer do processo de criação, entretanto, serão desenvolvidas uma série de programas performativos, bem como uma oficina de criação aberta ao público.

As pesquisas para a criação do espetáculo terão início agora em fevereiro de 2013, sendo a previsão de estréia e temporada do trabalho em agosto deste mesmo ano, e uma circulação por algumas cidades do interior do Estado de São Paulo, prevista para setembro. Todo o processo de criação e pesquisa e as ações envolvidas nele poderão ser acompanhadas através de artigos que serão constantemente postados neste blog. Trata-se de um projeto que será desenvolvido de forma auto-gestionária pelas integrantes do Coletivo, ou seja, a concepcão e a direção da pesquisa serão constantemente desenvolvidas pelas próprias integrantes do Cartográfico, contando, todavia, com o auxílio, a preparação e a provocação de alguns artistas convidados.

Um pouco acerca da pesquisa que envolve Instruções para o Colapso:

As integrantes do Coletivo compreendem a cidade como um sistema em constante mutação. A arquitetura, uma marca humana que supostamente sobreviverá ao homem, é também despida em sua fragilidade, a partir de demolições e construções. Dessa maneira é da própria natureza urbana exigir ao homem estar em constante deslocamento e adaptação, não há descanso. O corpo urbano, portanto, sendo paisagem, é também um campo-arquitetônico móvel, apto à demolições e construções.

Instruções para o Colapso investigará paisagens e arquiteturas  corpo-espaciais como sistemas de significados que são construídos e re-construídos a todo tempo, buscando novas possibilidades desse estar urbano impermanente.

O Coletivo Cartográfico explorará a impossível estabilidade do corpo que vive a experiência urbana, que tenta e não consegue definir para si uma identidade. Procura-se estabelecer uma ilusão de estabilidade, uma situação de descanso e compreensão que imediatamente se desfaz, sendo novamente obrigado a se demolir e se readaptar a novas situações de existência que o espaço e suas infinitas inter-relações sugerem ou exigem.

Equipe envolvida no projeto:

Concepção, Criação e Performance – Integrantes do Coletivo Cartográfico: Andrea Mendonça, Carolina Nóbrega, Fabiane Carneiro, Monica Lopes

Direção: Coletivo Cartográfico

Preparadores corporais: Henrique Lima e Jerônimo Bittencourt

Provocador artístico: Alex Ratton

Trilha Sonora: Felipe Merker Castellani

Produção: Viviane Bezerra