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O projeto Liminaridade | 5 movimentos foi finalizado em dezembro do ano passado com o lançamento da publicação LIMINARIDADE, que contou com artigos e diferentes materialidades imagéticas e textuais das integrantes do Coletivo Cartográfico – Carolina Nobrega, Fabiane Carneiro e Monica Lopes Galvão -; do Núcleo Tríade – Adriana Macul e Mariana Vaz – e de mais uma série de outros artistas e pesquisadores convidados – Ana Pato, Andre Mesquita, Bruna Coelho, Cambar Coletivo, Coletivo Teatro Dodecafônico, Frederic Gies, Gisele Brito, Graziela Kunsch, Guilherme Wisnik, Luísa Nóbrega, Rodrigo Munhoz e Thomas Lehmen.

A publicação foi concebida com a consultoria editorial de Daniel Lühmann e a arte gráfica de Maíra Dietrich.

Agora disponibilizamos um link de acesso para sua versão online. Um e-book que pode também ser baixado em versão PDF.

http://www.youblisher.com/p/1358996-LIMINARIDADE/

Publicação LIMINARIDADE

Sobre Trabalhos: fracassos _ Liminaridade | 5 movimentos

fracassos _  é uma série de performances que partem da proposição de situações-limite que borram as fronteiras entre corpo e objeto e/ou materialidade. O trabalho é parte do processo de pesquisa do projeto Liminaridade | 5 movimentos, criado e realizado na parceria entre o Coletivo Cartográfico e o Núcleo Tríade, contemplado pela 17a edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

Cada fracasso parte de uma estabilidade plástica inicial que irá sendo transformada exaustiva e irreversivelmente através da ação das performers, que irá seguir a um programa de ação previamente estabelecido – cada objeto ou materialidade exigirá seu próprio roteiro, mas, fracasso após fracasso, as performers insistirão em novos embates inúteis e individuais contra a formalidade de seu corpo e a formalidade do objeto e/ou materialidade. Cada fracasso é como um capítulo de um Romance de estrutura quebradiça e inconclusa, se somando na insistência e solidão de cada ato.São atos no qual corpo e coisas se fundem e se modificam, as vezes irreversivelmente, rompendo suas fronteiras pré-estabelecidas. fracassos revela a fragilidade da existência dos corpos que, entre a sujeição e a insurgência, são condicionados e condicionam o ambiente, através de traumas e mortes compartilhados.

Criação, Concepção e Performance _ integrantes do Coletivo Cartográfico _ Carolina Nóbrega, Fabiane Carneiro e Monica Lopes.
Produção _ Coletivo Cartográfico e Viviane Bezerra.

_1o fracasso | gelo _   26 de junho – 6.ª feira – a partir das 11h

Três cadeiras tem 3 de seus pés apoiados em blocos de concreto (1 para cada pé) e 1 de seus pés apoiados em um bloco de gelo. As três cadeiras, apoiadas nos blocos de concreto e no bloco de gelo, desenham um triângulo no espaço. Em cima de cada uma dessas cadeira e, portanto, acima do concreto e do gelo, estarão sentadas as integrantes do coletivo cartográfico. Elas permanecerão sentadas até que, por causa do derretimento do gelo, elas e as cadeiras caem no chão. Duração – Indeterminada, depende do tempo de derretimento do gelo, estima-se no mínimo 4h.

Link teaser: https://vimeo.com/143618130

Fotos: Vivi Bezerra

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Fotos: Ciro Bertolucci

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_2o fracasso | isopor_   27 de junho – sábado – das 14h-22h

As 3 performers do coletivo cartográfico terão cada uma um bloco de isopor de altura igual à de cada uma delas, para, com os recursos do próprio corpo (mãos, unhas, dentes etc) tentar destruir o bloco no período de uma jornada de trabalho. Duração – 8h.

Link teaser: https://vimeo.com/143820986

Fotos: Ciro Bertolucci

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Fotos: Vivi Bezerra

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_3o fracasso | tijolo_   15 de agosto – sábado – das 14h às 18h

Fotos: Vivi Bezerra

Link teaser: https://vimeo.com/144357356

Sobre Trabalhos: rastro#5 || paroxismo

rastro#5 || paroxismo foi concebido para a Luz, São Paulo/SP, e integrou a programação da Virada Cultural 2015, no dia 21 de junho, das 14h-16h. A série de intervenções coreográficas site-specific rastros, desenvolvida pelo Coletivo Cartográfico desde 2014, envolve a criação de um roteiro coreográfico que deixe algum desenho no espaço, concebido a partir de especificidades do território.

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|| paroxismo ||

|| crise aguda, exacerbação periódica dos sintomas durante a evolução de uma doença ||

|| Luz || urbano através do rural || pelos trilhos || para o café || avança a cidade ||

|| Luz || fecha a primeira coroa dos bairros a que chamamos centro ||

|| fronteira tensiona tempos e agentes da cidade ||

|| catálise ||

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|| local || em frente a Estação da Luz ||

 || materiais || 45kg de café em pó || 3 potes ||

     ||  3 baldes de lona encerada para transporte de carga ||

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|| 1a fase || construção ||

 || despejam todo café no canteiro central da rua ||

|| com os potes, enchem completamente os 3 baldes de lona com café  ||

  || cada uma coloca um dos baldes pendurado sobre o pescoço ||

|| colocam-se lado a lado, no leito da rua, junto a faixa de pedestre, olhando para oeste ||

|| colocam as mãos dentro do balde, pegam um punhado de café em cada ||

|| colocam as mão nas laterais do corpo ||

|| caminham para frente deixando o café cair das mãos ||

|| desenham linhas paralelas vacilantes aos seus lados ||

|| seguem alguns metros para frente || depois retornam || seguindo o trilho de café ||

|| repetem as idas e vindas || uma a uma criam desvios || encruzilhadas ||

|| invadem a paralela da outra ||

|| quando o café acaba || voltam a abastecer o balde a partir da pilha no canteiro central ||

|| seguem os trilhos despejando o café, até ele acabar completamente ||

|| saem do desenho || deixam os baldes na calçada || observam ||

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|| 2a fase || destruição ||

 || uma a uma, elas lançam-se sobre o chão, sobre o desenho ||

    || permanecem até borrarem sua coerência ||

|| deixam vestígios ||

Fotos: Viviane Bezerra

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Sobre Trabalhos: __ rastro#4 __ acúmulo __

Na madrugada do dia 11 de abril de 2015, das 3h30 – 7h30 da manhã, o Coletivo Cartográfico realizou a ação performativa __ rastro#4 __ acúmulo __ na Feira da Madrugada, Largo da Concórdia e percurso entre ambos, no bairro do Brás, em São Paulo/SP.

Foto: Viviane Bezerra

Foto: Viviane Bezerra

A ação integra o movimento#2 – cidade, deriva e cartografia do projeto Liminaridade | 5 movimentos, realizado e proposto pelo Coletivo em parceria com o Núcleo Tríade, contemplado pela 17a edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

__ rastro#4 __ acúmulo __ faz parte da série de performances Rastros – ações site-specific que o Coletivo tem realizado desde o início de 2014, investigando relações corpo-materialidades-cidades que deixam rastros temporários que testemunham por um tempo mais dilatado do que o do ato performativo, a memória de alguma ação humana coreográfica.

As integrantes do Cartográfico decidiram, como parte do processo de mergulho teórico prático do movimento#2, portanto, conceber um novo Rastro, como via de riscar alguma fatia do corpo urbano.

A escolha do novo território urbano para a concepção de __ rastro#4 __ acúmulo __ se deu a partir das seguintes perguntas, lançadas pelo Coletivo na internet:

1. Qual seria um lugar que você gostaria de destruir na cidade de São Paulo?

2. Qual seria um lugar que te excita na cidade de São Paulo?

3. Qual seria um lugar com conflito de classe na cidade de São Paulo?

4. Qual seria um lugar de descanso na cidade de São Paulo?

5. Qual seria um lugar com muitas camadas de tempo sobrepostas na cidade de São Paulo?

A partir das diversas respostas recebidas, foi escolhido o Brás como o território para o desenvolvimento do novo Rastro e, a partir de pesquisas de campo, pesquisas históricas e sociais, derivas e trabalhos em estúdio, escolheu-se usar roupas como materialidade para a realização da ação.

Foram arrecadados e utilizados na performance o total de 236 peças de roupa – 104 blusas femininas; 28 vestidos; 14 casacos; 38 saias, shorts e calças femininas; 9 calças e bermudas masculinas; 25 camisetas e camisas masculinas; 2 shorts infantis; 1 avental; 6 gravatas; e 6 lenços.

__ rastro#4 __ acúmulo __ teve a duração total de 4h.

Segue, abaixo, seu programa performativo na íntegra.

Foto: Fernando Siviero

Foto: Fernando Siviero

 

__ rastro#4 __ acúmulo __

 

__ área de realização __

__ Feira da Madrugada __ percurso pelas ruas Oriente e Barão de Ladário até o Largo da Concórdia __ Largo da Concórdia __

 

__ duração __

__ o tempo que for necessário para a realização de todo o programa de ação __

 

__ materiais __

__ trouxas de lona que contém cerca de 78 peças de roupa cada __ pequenas caixas de som __ cada qual presa a um cinto __ contendo trilha composta por silêncios de 6 minutos __ cortados pelo som de sirenes de fábrica __

 

__ início da ação __

__ Feira da Madrugada __ 4.000 boxes __ cada performer veste um dos cintos com caixa de som __ ainda juntos __ os performers ligam __ ao mesmo tempo __ as caixas de som __ cada performer pega uma trouxa e a leva até o local de início da ação __ num corredor __ entre ambulantes que vendem suas peças no chão __ abre o saco __ estende a lona  no chão como um tapete __ expondo a pilha de roupas __ pausa __ quando a primeira sirene tocar __ começa a ação __

 

__ ação __

__ todos amarram __ uma a uma __  as peças de roupa __ uma na outra __

__ criam __ aos poucos __ uma corda __ uma tripa __ uma linha __

__ toda vez que a sirene toca __ pausam __ quando silencia __ continuam __

__ assim que terminam de amarrar todas as roupas __

__ amarram uma das extremidades da corda em sua cintura __

__ pegam todas as roupas nos braços __ caminham __ por entre a feira __

__ deixam a lona para trás __

__ toda vez que a sirene toca __ pausam __ quando silencia __ continuam __

__ ao chegarem no grande corredor inicial __ soltam as roupas no chão __ atrás de si __

__ um a um __ numa fila __ caminha para a frente __ em direção a saída __

__ deixando exposta a corda __ a tripa __ a linha de roupas __

__ toda vez que a sirene toca __ pausam __ quando silencia __ continuam __

__ ao chegarem perto dos bancos de rodoviária __ param de caminhar __

__ lentamente giram __ deixando que as roupas se amarrem em seus corpos __

__ quando todas as roupas estiverem juntas a seus corpos __

__ se deslocam __ por entre a feira __ seus corredores __ suas vielas __

__ em direção à outra saída __ a menor __ a da rua oriente __

__ toda vez que a sirene toca __ eles pausam junto às outras coisas __ paredes __ roupas também inertes __ sacolas __ quando silencia __ continuam __

__ ao chegarem na saída da rua oriente __ esperam __ até que todos tenham chegado __

__ então caminham próximos __ entre as ruas do Brás __ para o Largo da Concórdia __ rua do Oriente __ rua Barão de Ladário __

__ durante esse trajeto __ quando a sirene toca __ não mais pausam __

__ desamarram uma das peças de roupa de seu corpo __ a estendem no chão __

__ uma silhueta __ um outro __

__ deitam ao seu lado __ depois seguem a caminhada __

__ ao chegarem ao Largo da Concórdia __ caminham até seu centro __

__ desamarram __ uma a uma __ as peças de roupa de seus corpos __

__ estendem __ uma a uma __ lado a lado __ as roupas no chão __

__ deitam __ dessa vez por cima __ de cada silhueta criada no chão __

__ ali ficam um tempo __ o necessário __

__ depois se levantam __ reiniciam o processo __

__ as sirenes continuam __ mas já não importam __ tudo segue __

__ apesar delas __ com elas __

__ pouco a pouco __ do centro à periferia do Largo __

__ criam um desenho comum __ com as roupas que despem de si __

__ qual um tapete circular __

 

__ quando desamarrar de si a última peça de roupa __

__ uma vez mais a estende no chão __

__ uma vez mais deita por cima dela __

__ mas dessa vez permanece __

__ até que toque __ uma vez mais __ a sirene __ sua última sirene __

 

__ quando o som da sirene terminar __

__ se levanta __ desliga a caixa de som __ senta em um banco qualquer __ espera até que todos tenham terminado __

__ todos vão embora juntos __ deixando as roupas para trás __

 

__ agradecimentos __ roupas doadas __

Danila Lessa, Luísa Nóbrega, Maíra Dietrich, Patrícia Sampaio, Vanessa Vianna, Viviane Bezerra.

 

__ fotos de Fernando Siviero __

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__ fotos de Viviane Bezerra __

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Sobre Trabalhos: Liminaridade | 5 movimentos

Ao longo de todo o ano de 2015, o Coletivo Cartográfico estará trabalhando, em parceria com o Núcleo Tríade, em torno do projeto Liminaridade | 5 movimentos, contemplado pela 17a Edição do Fomento a Dança da Cidade de São Paulo. O conceito de liminaridade (Homi Bhabha) define práticas descentralizadoras que irrompem e questionam estruturas sociais, políticas e culturais pré-estabelecidas. Tanto o Coletivo Cartográfico, quanto o Núcleo Tríade entendem que suas pesquisas em dança contemporânea são liminares, justamente por buscarem elasticizar as fronteiras da dança, colocando-a em atrito com o real e com outros campos de conhecimento estético, poético e político – especialmente das artes visuais, do urbanismo, da geografia e da filosofia. Em Liminaridade | 5 movimentos buscaremos decantar os processos individuais de cada grupo, verticalizar em nossas linguagens, ou encontrar desvios e rupturas de nossos percursos e metodologias tradicionais de trabalho, através de 5 eixos de pesquisa (movimentos) fundamentais para nossas pesquisas: movimento#1 publicação, acervo e registro movimento#2 cidade, deriva e cartografia movimento#3 des-fronteira entre as artes movimento#4 arte-ativismo movimento#5 corpo como construção performativa Cada movimento irá desencadear uma constelação de distintas experiências, estudos e ações propostas e provocadas pelas artistas integrantes dos dois coletivos e por artistas de diferentes linguagens e pesquisadores de diversas áreas, convidados para trocar suas conhecimentos, percepções, vivências e práticas em torno do tema em questão. Tríade Cartográfico irão, portanto, experienciar juntos e, em alguns casos, oferecer publicamente, uma série de conversas, oficinas e performances (que podem ser inéditas; re-leituras de trabalhos anteriores ou re-enactments). Os movimentos terão cada um a duração de dois meses, exceto o movimento#1 publicação, acervo e registro, que acompanhará a todos os movimentos, refletindo-os, registrando-os para que se desenhe, aos poucos, uma publicação que abordará esse hibridismo de pesquisas levantado ao longo do projeto, a ser lançada em dezembro de 2015. LIMINARIDADEmenu5

Ficha Técnica de Liminaridade | 5 movimentos:

Coordenação: Carolina Nóbrega e Mariana Vaz.

Núcleo Tríade e Coletivo Cartográfico: Adriana Macul, Carolina Nóbrega, Fabiane Carneiro, Mariana Vaz e Monica Lopes.

Produção: Viviane Bezerra

Arte Gráfica: Maíra Dietrich

Provocadores convidados:

movimento#1 – Ana Luisa Lima (Revista Tatuí); Graziela Kunsch (Revista Urbânia e Projeto Multirão); Nirvana Marinho (Acervo Mariposa); Sheila Ribeiro (Projeto 7X7); e Ricardo Basbaum;

movimento#2: Guilherme Wisnik;

 movimento#3: Cláudia Müller;

movimento#4: André Mesquita;

movimento#5: Laerte e Marcela Levi.

Para entrar em contato com o trabalho do Núcleo Tríade acesse aos links:

http://triadetour.com.br/

http://triademobile.com.br/

Sobre Trabalhos: Instruções para o Colapso em Fortaleza e Itapipoca/ CE

Em continuidade com a circulação nacional de Instruções para o Colapso, contemplada pelo Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança 2013 fomos então para a ultima cidade, para Fortaleza, segunda cidade no Nordeste neste projeto. No ceará o Coletivo apresentou o Instruções para o Colapso na cidade de Fortaleza, no dia 08 de novembro, as 11h, na Praça do Ferreira. E realizou a oficina e a Incubadora de criação em Itapipoca, em parceria com a Cia. Balé Baião de Dança Contemporânea – coletivo este que mantêm relações de afinidade de pesquisa com trabalhos de intervenção urbana, performance e longa jornada de trabalho com projetos pedagógicos em Itapipoca e nos arredores do interior do Ceará.

A apresentação em Fortaleza se realizou numa manhã de sábado, dia 08 de novembro, as 11h, na Praça do Ferreira. Nos sábados a Praça do Ferreira fica bem viva e cheia de pessoas devido aos comércios abertos até as 13h e grande quantidade de feiras ou barracas com venda de objetos e produtos dos mais variados.  A região central é bem ocupada tanto por pessoas fazendo compras, quanto a trabalho ou a passeio. A Praça do Ferreira se encontra próxima do Teatro José de Alencar  e da Praça José de Alencar, que atrai uma quantidade enorme de pessoas para passeio e compras. O público que veio assistir ao trabalho foi bem variado. Havia público convidado, mas grande parte do público era espontâneo, que circulava pela Praça no momento do espetáculo.

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Foto: Felipe Araújo

Em Itapipoca, a oficina Corpo Cidade | Performances Urbanas Coreográficas ocorreu a partir de uma parceria com a Cia. Balé Baião de Dança Contemporânea. Essa oficina foi realizada nos dias 04, 05 e 06 de novembro de 2014, das 8h30 as 11h30 , na Lona de Maria – Circo Escola de Itapipoca, em Itapipoca/CE. A Cia. Balé Baião  é atuante há 20 anos em Itapipoca (Litoral Oeste do Ceará e Vale do Curu), e vem desenvolvendo um trabalho pioneiro de pesquisa, criação, formação continuada e difusão de dança contemporânea no interior cearense. Fomentam e promovem pesquisas artístico-pedagógicas  no Galpão da Cena e no Circo Escola de Itapipoca, também chamado de Lona de Maria. A parceria se deu no Circo-Escola, um dos braços de ações do grupo, que tem a ação político-social como uma de suas principais inquietações e que funciona dentro de uma escola pública.  A oficina se desenvolveu a partir do aprofundamento de experiências a cada dia, compartilhando questões e pesquisas do Coletivo Cartográfico com fisicalidades, e com o estar no embate direto com a rua, através de ações de intervenção urbana. Nesta oficina, por ser mais longa, tivemos a possibilidade de propor ações nos arredores do Circo Escola, com a intenção de se relacionar diretamente com a comunidade e com os moradores do entorno do Circo Escola.

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Foto: Cacheado Braga

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Foto: Monica Lopes

Em Itapipoca a Incubadora de Criação foi realizada em parceria com a Cia. Balé Baião de Dança Contemporânea. Dirigida por Gerson Moreno (coreógrafo e pedagogo), a Balé Baião apresenta em seu repertório espetáculos montados em processos colaborativos. Suas questões estão relacionadas ao Corpo Contemporâneo e sua pesquisa tem como base jogos de composição desenvolvidos pela Balé Baião e de residências, intercâmbios com artistas e coreógrafos convidados.  Atualmente a Cia. Balé Baião gerencia a Associação de Artes Cênicas de Itapipoca (AARTI), e tem como sede de suas ações uma antiga serraria de imóveis doada pelo pai de Gerson Moreno. Nesse espaço hoje chamado Galpão da Cena funcionam núcleos permanentes de formação: Escola Livre de dança balé baião (núcleo iniciante), Cia Rebentos de dança (núcleo veterano de jovens bailarinos), núcleo de percussão Tambores Afro Baião e o núcleo de artes audiovisuais Advento, todos acompanhados pedagogicamente pelos artistas docentes da Cia. Balé Baião.

A Incubadora de criação se deu no formato de residência artística  e se realizou em uma casa ao lado do Galpão da Cena, onde as integrantes do Coletivo Cartográfico puderam estar em constante troca com a Cia. Balé Baião e suas atividades artístico-pedagógicas cotidianas.  Através de uma convivência diária durante 4 dias (do dia 3 a 6 de novembro/ 2014), a Incubadora se realizou enquanto troca artística no dia a dia das ações fomentadas tanto no Galpão da Cena quanto no Circo-Escola de Itapipoca. No primeiro dia do Coletivo Cartográfico em Itapipoca uma atividade do Galpão da Cena em parceria com a Bienal de Par em Par 2014 foi realizada e assim as integrantes do Cartográfico puderam participar de uma oficina do Grupo Gira Dança de Natal, Rio Grande do Norte, e assistir a um espetáculo deles – o Proibido Elefantes.

Durante a semana o Cartográfico também participou da aula regular de Danças Negras, sob orientação de Gerson Moreno e assistiu o espetáculo Negrume, da Cia. Balé Baião, no dia 5 de novembro de 2014, no Teatro Carlos Câmara, em Fortaleza, CE – seguindo de ônibus com a equipe e integrantes da Cia. Este espetáculo acabara de circular por várias comunidades quilombolas no Nordeste afora. A Cia Balé Baião está no processo de escrita de um livro sobre os 20 anos de trajetória da Cia. e assim pudemos partilhar de questões e inquietações relacionadas a este momento; além de compartilhar as pesquisas de criação do Coletivo durante o realizar da oficina Corpo-Cidade | Performances Urbanas Coreográficas em 3 dias consecutivos, no Circo-Escola, onde participaram tanto integrantes da Cia Balé Baião quanto da Cia. Rebentos, e também alunos jovens da Escola livre e do Circo Escola.

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Para mais informações sobre a Cia. Balé Baião de Dança Contemporânea, segue o site:

Cia. Balé Baião de Dança Contemporânea

Sobre Trabalhos: Instruções para o Colapso em Recife/PE

Seguimos para Recife, em Pernambuco, a primeira cidade do Nordeste da circulação nacional do Instruções para o Colapso, contemplada pelo Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de Dança 2013. A apresentação integrou a programação do Festival CENA CumpliCidades, um festival internacional que integra diversas linguagens artísticas e ações culturais distintas, buscando ocupar diferentes espaços das cidades de Olinda e Recife, apostando na arte como via de apropriação, questionamento, tensão e transformação da esfera urbana.

O espetáculo Instruções para o Colapso foi apresentado no dia 01 de novembro, as 11h, na Praça do Diário.  A Praça do Diário está localizada bem ao centro de Recife e caracteriza-se por possuir uma alta complexidade de ocupações e usos diversos – prostituição, pontos de ônibus, comércio formal e informal, morada de população de rua etc – sendo, assim, configura-se enquanto um território tenso e conflituoso.  O espetáculo transitou especialmente por essas áreas ocupadas, gerando uma relação de atrito e proximidade com os habitantes da praça e uma relação mais distanciada do publico convidado com o trabalho.

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Foto: Eric Gomes

Para mais informações sobre o festival e acesso à programação completa, acesse o site: http://www.cenacumplicidades.com/

Cena Cumplicidades